quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
ARTIGO
TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO E FERRAMENTAS DA WEB 2.0: UMA DAS DIMENSÕES DO TRABALHO PEDAGÓGICO E DO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM
Sônia Maria Pereira
Resumo
Busca-se neste artigo uma reflexão como é desenvolvida a integração das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e as ferramentas da Web 2.0 no trabalho pedagógico da Escola. Nesse sentido, faz-se necessário investigar e compreender como se dá a gestão da integração das TICs na prática pedagógica e em conseqüência ao processo ensino aprendizagem. Assim sendo, este trabalho tem um enfoque qualitativo, fundamentando-se nos teóricos: Almeida (2005), Brasil (1998 e 2006), Bulhões (2008), Costa e Magdalena( s/d), Escarião (1996), Fialho (2006), Freire (2002), kenski (2005 e 2008), Moran (2000 e 2005), Morin (2000), Oliveira (2006), Pacievitch (2009), Perrenoud (2003), Prado (2005), Santos e Andrioli (2005).
Palavras-Chave: Tecnologia da Informação e Comunicação. Web 2.0. Prática Pedagógica. Aprendizagem.
Palavras-Chave: Tecnologia da Informação e Comunicação. Web 2.0. Prática Pedagógica. Aprendizagem.
1 Introdução
O momento atual aponta para um acelerado crescimento, em que as Tecnologias da Informação e Comunicação as ferramentas da Web 2.0 estão presentes direta ou indiretamente nas diversas atividades do cotidiano. A escola faz parte desse contexto e deve contribuir com a formação de indivíduos para o exercício pleno da sua cidadania, participando dos processos de transformação e construção da realidade, assim sendo, deve estar aberta a incorporar novos hábitos, comportamentos, percepções, demandas e a integração das Tecnologias da Informação e Comunicação.
Dessa forma, o presente artigo pretende abordar como é desenvolvida a integração Tecnologias da Informação e Comunicação as ferramentas da Web 2.0 no trabalho pedagógico na escola no sentido de compreender como se dá a gestão da integração das Mídias na prática pedagógica e em consequência ao processo ensino aprendizagem.
Tentar investigar e compreender como se dá a gestão da integração das Tecnologias da Informação e Comunicação e as ferramentas da Web 2.0 na prática pedagógica e, em consequência, ao processo ensino aprendizagem na leva-nos a buscar elementos para este entendimento, não só no âmbito circuito à questão educacional, mas sobretudo numa perspectiva que contemple a realidade social.
Nesse sentido, através de uma análise que permita entender como ocorre à relação do sujeito com o objeto e como estes se estruturam, é que poderemos interpretar e nos aproximarmos da compreensão sobre a realidade da gestão da integração das Tecnologias da Informação e Comunicação na prática pedagógica e, em consequência, ao processo ensino aprendizagem.
Nos últimos anos, o sistema educacional brasileiro tem sofrido uma necessidade de profundas transformações, na expectativa de garantir escolas democráticas e de qualidade para todos; nossa análise, se não pode e nem deve limita-se unicamente à sua interpretação, mas, pode, sobretudo, contribuir para sua transformação.
Sabe-se que as relações de classe na sociedade brasileira são complexas, contraditórias e nunca se encontram em níveis equiparados e, da mesma forma, percebendo que a escola não é unicamente, mas também um espaço onde se reproduz a ideologia e os interesses da classe burguesa considera-se importante uma análise da qual procure propor certificar-se de como isso está se delineando no interior desta, especialmente, na sala de aula, uma vez que, os planos educacionais ao sofrerem não só as influências dos aspectos políticos, econômicos e sociais também agem diretamente no dia a dia da escola.
Dessa forma, o presente artigo pretende abordar como é desenvolvida a integração Tecnologias da Informação e Comunicação as ferramentas da Web 2.0 no trabalho pedagógico na escola no sentido de compreender como se dá a gestão da integração das Mídias na prática pedagógica e em consequência ao processo ensino aprendizagem.
Tentar investigar e compreender como se dá a gestão da integração das Tecnologias da Informação e Comunicação e as ferramentas da Web 2.0 na prática pedagógica e, em consequência, ao processo ensino aprendizagem na leva-nos a buscar elementos para este entendimento, não só no âmbito circuito à questão educacional, mas sobretudo numa perspectiva que contemple a realidade social.
Nesse sentido, através de uma análise que permita entender como ocorre à relação do sujeito com o objeto e como estes se estruturam, é que poderemos interpretar e nos aproximarmos da compreensão sobre a realidade da gestão da integração das Tecnologias da Informação e Comunicação na prática pedagógica e, em consequência, ao processo ensino aprendizagem.
Nos últimos anos, o sistema educacional brasileiro tem sofrido uma necessidade de profundas transformações, na expectativa de garantir escolas democráticas e de qualidade para todos; nossa análise, se não pode e nem deve limita-se unicamente à sua interpretação, mas, pode, sobretudo, contribuir para sua transformação.
Sabe-se que as relações de classe na sociedade brasileira são complexas, contraditórias e nunca se encontram em níveis equiparados e, da mesma forma, percebendo que a escola não é unicamente, mas também um espaço onde se reproduz a ideologia e os interesses da classe burguesa considera-se importante uma análise da qual procure propor certificar-se de como isso está se delineando no interior desta, especialmente, na sala de aula, uma vez que, os planos educacionais ao sofrerem não só as influências dos aspectos políticos, econômicos e sociais também agem diretamente no dia a dia da escola.
2 Tecnologia da Informação e Comunicação, Web 2. 0 e a Escola
As Tecnologias de informação e Comunicação e as ferramentas da Web 2.o na educação evidenciam desafios e problemas e possibilidades a escola e as práticas educativas. Para compreendê-las e superá-las é imprescindível reconhecer suas potencialidades e a realidade em que a escola encontra-se inserida, identificando as características do trabalho pedagógico na escola e na comunidade.
Quais transformações as Tecnologias da Informação e Comunicação trouxeram para a escola? O que se pode esperar para os próximos anos? Sabe-se que a educação formal vista como processo não pode ficar alheia e indiferente a essa realidade. Segundo Almeida (2005, p. 40)
A utilização de tecnologias na escola e na sala de aula impulsiona a abertura desses espaços ao mundo e ao contexto, permite articular a situação global e local, sem, contudo abandonar o universo de conhecimentos acumulados ao longo do desenvolvimento da humanidade. Tecnologias e conhecimentos se integram para produzir novos conhecimentos que permitam compreender as problemáticas atuais e desenvolver projetos, em busca de alternativas para a transformação do cotidiano e a construção da cidadania.
Isso evidencia novos e complexos desafios à escola, aos educadores e educandos, no sentido de aprender novos conceitos e aplicar novos conhecimentos e habilidades de maneira dinâmica, uma vez que a revolução do conhecimento acontece na inovação humana. Para tanto, deve-se ter a capacidade de aprender, desaprender e reaprender, a aprendizagem do Século XXI passa a ser um conjunto de competências e conhecimento necessários.
Qual é, ou qual será o perfil do novo profissional da educação? Conforme Moran (2005, p. 12):
O novo profissional da educação integrará melhor as tecnologias com a afetividade, o humanismo e a ética. Será um professor mais criativo, experimentador, orientador de processos de aprendizagem [...] Será um professor que desenvolve situações instigantes, desafios, solução de problemas e jogos, combinando a flexibilidade dos espaços e tempos individuais com os colaborativos grupais. Quanto mais avança a tecnologia, mais se torna importante termos educadores maduros intelectual e emocionalmente, pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas, que saibam motivar e dialogar. Pessoas com as quais valha a pena entrar em contato, porque dele saímos enriquecidos.
Assim, quanto mais conhecimentos tiverem os educadores sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação e das ferramentas da web 2.0 mais possibilidade de aprendizagem se abre na escola. Freire (2002, p.20) com muita propriedade retrata, “É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como o critério de recusa ao velho não é apenas o cronológico [...]”.
Uma mudança qualitativa no processo de ensino aprendizagem acontece quando conseguimos integrar dentro de uma visão inovadora todas as tecnologias da informação e comunicação e as ferramentas da Web 2.0.
Nesse sentido, a utilização do correio eletrônico, lista de discussão e blogs é imprescindível ao contexto da sala de aula pois:
Essas ferramentas [...] juntam a facilidade de apropriação com a sua alta possibilidade de promover a interação entre as pessoas, favorecendo a formação de redes de colaboração e cooperação e construção coletiva de conhecimentos.
A proposta de trabalho, prevê a vivencia de ações pedagógicas com o uso destes recursos, a reflexão sobre elas e suas possibilidades para o planejamento de situações de aprendizagem em sala de aula. (COSTA e MAGDALENA, s/d, n/p)
De acordo com Brasil (1998, p.154):
É fundamental que o professor tenha conhecimento sobre as possibilidades do recurso tecnológico, para poder utilizá-lo como instrumento para aprendizagem. Caso contrário, não é possível saber como o recurso pode auxiliar no processo de ensino e aprendizagem. No entanto, isso não significa que o professor deve se tornar um especialista, mas que é necessário conhecer as potencialidades da ferramenta e saber utilizá-las para aperfeiçoar a prática de sala de aula.
Sob esta ótica o correio eletrônico, a lista de discussão e os blogs proporcionam a abertura para o debate, reflexão crítica, abrindo caminho para a interação entre educador e educando, num diálogo constante de troca de informações, viabilizando um jeito diferente de ensinar e aprender , de forma que auxilia a prática pedagógica oportunizando a aprendizagem. Pode-se inferir que educar nesse contexto requer educadores com uma visão construtivista de aprendizagem onde considere o aluno como um ser autônomo, que constrói seu conhecimento baseado em experiências vividas, relacionadas à realidade que nunca se apresenta dividida em compartimentos estanques. É uma proposta de passar os currículos de maneira diferenciada, revelando a sua amplitude, a sua importância, a sua função na vida.é, sobretudo, uma prática educativa competente .
Partindo desse princípio, afirma Moran (2000, p.1):
O professor tem um grande leque de opções metodológicas, de possibilidades [...] Cada docente pode encontrar sua forma mais adequada de integrar as várias tecnologias e procedimentos metodológicos. Mas também é importante que amplie, que aprenda a dominar as formas de comunicação Interpessoal/grupal e as de comunicação audiovisual/telemática. Não se trata de dar receitas, porque as situações são muito diversificadas.
As últimas décadas do século XX, com a chegada da sociedade do conhecimento e/ou taylorismo camuflado , a exigência da superação da reprodução para a produção do conhecimento instiga a buscar novas fontes de investigação. A sociedade do conhecimento com a globalização impõe conexões, parcerias, trabalho em conjunto e inter-relações, com o intuito de ultrapassar a fragmentação e a divisão em todas as áreas do conhecimento. Nesse processo as ferramentas da Web 2.0 são imprescindíveis necessitando tornarem-se instrumentos a serviço do bem estar da humanidade.
Conforme, Magdalena e Costa (s/d, n/p)
É quase um consenso, também, que a escola atual precisa mudar, pois os avanços científicos e tecnológicos geram novas exigências, demandam competências e habilidades originais, bem como novos meios para entender a complexidade crescente da realidade. Nesse sentido, a escola não soube e ainda não sabe como proceder para desenvolver o aluno, que viverá no futuro.
Partindo desse princípio, como os educadores devem lidar com a tecnologia e a velocidade das mudanças? Educar nesse contexto é instigar o desejo de aprender, de ampliar as formas de perceber, de sentir, de compreender, de comunicar-se. É estar atento a tudo, relacionando tudo, integrando tudo. Conectar sempre o ensino com a pessoa do aluno, com a vida do aluno, com sua experiência. É ajudar a construir caminhos para que nos tornemos mais livres, para poder fazer as melhores escolhas em cada momento. A tecnologia potencializa e nos ajuda a realizar o que desejamos e a educação que queremos implantar. Evidentemente, educadores com uma visão de gestão democrática utilizará a tecnologia para incentivar a participação, a troca de informações, as decisões compartilhadas, de forma sensata, equilibrada, inovadora.
Quais os caminhos a seguir no uso das ferramentas da Web 2.0 na escola? Como integrar o correio eletrônico, a lista de discussão e os blogs para melhorar o processo de ensino aprendizagem? Como descobri novas maneiras de ensinar e aprender com essas ferramentas?
3 Considerações Finais
A integração das Tecnologias da Informação e Comunicação deve ser entendida de forma crítica, criativa e cidadã sempre com o compromisso com a valorização dos profissionais da educação e com a melhoria da qualidade da escola pública desse país.
Vivemos numa sociedade em constante mudança, que tem se organizado e reorganizado de acordo com a sociedade em rede e com a globalização da economia e da virtualidade, produzindo novas e mais sofisticadas formas de exclusão. Apenas adentrando criticamente nessa sociedade e buscando compreender seus instrumentos e dinâmicas de mobilização e expansão é que podemos nos apropriar e utilizar seus recursos e meios de interação para a emancipação humana.
Faz-se importante entender como se dá o uso dessas mídias no chão da escola e como tem sido feito esse trabalho nas diversas disciplinas, no projeto político pedagógico e na proposta curricular da escola, de forma a articular as diferentes áreas do conhecimento para problematizar e investigar a realidade local.
Essa maneira de proceder não está permeada pelas práticas educativas na escola em relação à integração das ferramentas da Web 2.0 no desenvolvimento de projetos. Conhecer as especificidades e as implicações do uso pedagógico dessas ferramentas disponível no contexto da escola oportuniza ao professor criar situações para que o aluno possa integrá-las, de forma significativa e adequada ao desenvolvimento do seu projeto.
Para isso faz-se importante planejar as ações, trabalhar em equipe, bom senso, olhar crítico, troca de experiências e muita maturidade daqueles que estão na escola. Dessa forma, novos desafios apresentam-se para a escola e para as práticas pedagógicas em relação ao conhecimento, isto é, uma prática competente que acompanhe os desafios da sociedade moderna. Mas, que desafios são esses?
Os grandes desafios da escola é como orientar o aluno, a saber, o que fazer com essa informação, de forma a internalizá-la na forma de conhecimento e, principalmente, como fazer para que ele saiba aplicar este conhecimento de forma independente e responsável. Compreender as diferentes formas de representação e comunicação propiciadas pelas tecnologias disponíveis na escola, bem como criar dinâmicas que permitam estabelecer o diálogo entre as formas de linguagem das TICs são desafios para a escola e educação atual.
Esses desafios colocam-nos frente às seguintes questões, no contexto atual, as TICs são importantes? Elas dão de conta de todas as questões que envolvem a escola e o processo ensino aprendizagem?
Embora as TICs sejam importantes, elas não são suficientes para dar de conta das questões que envolvem a escola e o ensino, certamente os maiores desafios são ensinar e aprender e caminhar para um ensino de qualidade que integre todas as dimensões do ser humano. Necessitamos de pessoas que façam essa integração do sensorial, intelectual, emocional, ético e tecnológico em si mesmas, que transitem de forma fácil entre o pessoal e o social, que expressem nas suas palavras e ações que estão sempre evoluindo, mudando, avançando.
Assim há a necessidade de mudanças, ou seja, a escola necessita voltar seu olhar para dentro de seus muros e repensar, reorganizar e reposicionar sua própria estrutura e seu currículo. Propostas inovadoras com a incorporação das tecnologias da informação e comunicação na educação, que se dinamizam quando os docentes apreendem e entendem o seu significado, seu alcance, suas potencialidades e limitações. Evidentemente, isso ocorre por meio de processos de formação continuada no contexto que implicam e mesclam-se com a reflexão sobre os paradigmas e temas emergentes da educação.
Neste cenário, discutir sobre novos currículos e práticas educacionais torna-se imprescindível, a escola, pois de nada adiantaria trocar a roupagem de velhas práticas. Assim, a inclusão das ferramentas da Web 2.0 é compreendida em conjunto com novas oportunidades para se repensar e redesenhar os currículos e traduzir novas práticas à luz da discussão de novas aprendizagens.
As ferramentas da Web 2.0o podem ser usadas de diferentes maneiras, podendo trazer soluções mais eficientes em projetos que abrange a participação ativa dos alunos, como em atividades de resolução de problemas, na produção conjunta de textos e no desenvolvimento de projetos. O primordial nessas tarefas é oportunizar aos alunos a utilização dos recursos da Web 2.0 para: chegar até as informações que são úteis nos seus projetos de estudo, desenvolver a criatividade, a co-autoria e senso crítico. A utilização dessas ferramentas na escola é importante na formação de pessoas com melhor qualificação para conviver e atuar na sociedade, conscientes de seus compromissos com as transformações de seu contexto, a valorização humana e a expressão da criatividade, isto é pessoas plenas, ricas, empreendedoras e que lutem por uma sociedade mais digna, humana, ética e, portanto, menos excludente.
Referências:
ALMEIDA, Maria Elizabeth Biancocini de. Prática e formação de professores na integração de mídias. prática pedagógica e formação de professores com projetos: articulação entre conhecimentos, tecnologias e mídias. In: ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; MORAN, José Manoel. Integração das tecnologias na educação. Salto para o futuro. Brasília: Ministério da Educação, SEED, 2005, p. 39-45.
COSTA, Iris Elisabeth Tempel; MAGDALENA, Beatriz Corso. Web 2.0. Disponível em:. Acesso em: 10 de jan. de 2011.
________. O local e o global do professor e do aluno não são os mesmos. Disponível em: . Acesso em: 10 de jan. de 2011.
BRASIL. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. Introdução. Terceiro e quarto ciclo. Brasília: MEC/SEF, 1998.
FIALHO, Francisco A. Pereira et al. Empreendedorismo na era do conhecimento: como estimular e desenvolver uma cultura empreendedora alicerçada nos princípios da gestão do conhecimento e da sustentabilidade. Visual Books, Florianópolis, 20006
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
MORAN, José Manuel. As múltiplas formas de aprender. Disponível em: . Acesso em: 08 de jan. 2011.
________. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias. Disponível em: . Acesso em: 08 de jan. de 2011.
MORIN, Edgar. Os setes saberes necessários à educação do futuro. Tradução de Catarinna Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya; revisão técnica de Edgard de Assis Carvalho. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2000.
PERRENOUD, Philippe. 10 Novas competências para ensinar. Porto Alegre. Ed. Artmed. 2003.
PRADO, Maria Elizabette Brisola Brito. Pedagogia de Projetos: Fundamentos e Implicações. In___: ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; MORAN, José Manoel (Org.). Integração das tecnologias na educação. Salto para o futuro. Brasília: Ministério da Educação, SEED, 2005, p. 13-17.
A utilização de tecnologias na escola e na sala de aula impulsiona a abertura desses espaços ao mundo e ao contexto, permite articular a situação global e local, sem, contudo abandonar o universo de conhecimentos acumulados ao longo do desenvolvimento da humanidade. Tecnologias e conhecimentos se integram para produzir novos conhecimentos que permitam compreender as problemáticas atuais e desenvolver projetos, em busca de alternativas para a transformação do cotidiano e a construção da cidadania.
Isso evidencia novos e complexos desafios à escola, aos educadores e educandos, no sentido de aprender novos conceitos e aplicar novos conhecimentos e habilidades de maneira dinâmica, uma vez que a revolução do conhecimento acontece na inovação humana. Para tanto, deve-se ter a capacidade de aprender, desaprender e reaprender, a aprendizagem do Século XXI passa a ser um conjunto de competências e conhecimento necessários.
Qual é, ou qual será o perfil do novo profissional da educação? Conforme Moran (2005, p. 12):
O novo profissional da educação integrará melhor as tecnologias com a afetividade, o humanismo e a ética. Será um professor mais criativo, experimentador, orientador de processos de aprendizagem [...] Será um professor que desenvolve situações instigantes, desafios, solução de problemas e jogos, combinando a flexibilidade dos espaços e tempos individuais com os colaborativos grupais. Quanto mais avança a tecnologia, mais se torna importante termos educadores maduros intelectual e emocionalmente, pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas, que saibam motivar e dialogar. Pessoas com as quais valha a pena entrar em contato, porque dele saímos enriquecidos.
Assim, quanto mais conhecimentos tiverem os educadores sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação e das ferramentas da web 2.0 mais possibilidade de aprendizagem se abre na escola. Freire (2002, p.20) com muita propriedade retrata, “É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como o critério de recusa ao velho não é apenas o cronológico [...]”.
Uma mudança qualitativa no processo de ensino aprendizagem acontece quando conseguimos integrar dentro de uma visão inovadora todas as tecnologias da informação e comunicação e as ferramentas da Web 2.0.
Nesse sentido, a utilização do correio eletrônico, lista de discussão e blogs é imprescindível ao contexto da sala de aula pois:
Essas ferramentas [...] juntam a facilidade de apropriação com a sua alta possibilidade de promover a interação entre as pessoas, favorecendo a formação de redes de colaboração e cooperação e construção coletiva de conhecimentos.
A proposta de trabalho, prevê a vivencia de ações pedagógicas com o uso destes recursos, a reflexão sobre elas e suas possibilidades para o planejamento de situações de aprendizagem em sala de aula. (COSTA e MAGDALENA, s/d, n/p)
De acordo com Brasil (1998, p.154):
É fundamental que o professor tenha conhecimento sobre as possibilidades do recurso tecnológico, para poder utilizá-lo como instrumento para aprendizagem. Caso contrário, não é possível saber como o recurso pode auxiliar no processo de ensino e aprendizagem. No entanto, isso não significa que o professor deve se tornar um especialista, mas que é necessário conhecer as potencialidades da ferramenta e saber utilizá-las para aperfeiçoar a prática de sala de aula.
Sob esta ótica o correio eletrônico, a lista de discussão e os blogs proporcionam a abertura para o debate, reflexão crítica, abrindo caminho para a interação entre educador e educando, num diálogo constante de troca de informações, viabilizando um jeito diferente de ensinar e aprender , de forma que auxilia a prática pedagógica oportunizando a aprendizagem. Pode-se inferir que educar nesse contexto requer educadores com uma visão construtivista de aprendizagem onde considere o aluno como um ser autônomo, que constrói seu conhecimento baseado em experiências vividas, relacionadas à realidade que nunca se apresenta dividida em compartimentos estanques. É uma proposta de passar os currículos de maneira diferenciada, revelando a sua amplitude, a sua importância, a sua função na vida.é, sobretudo, uma prática educativa competente .
Partindo desse princípio, afirma Moran (2000, p.1):
O professor tem um grande leque de opções metodológicas, de possibilidades [...] Cada docente pode encontrar sua forma mais adequada de integrar as várias tecnologias e procedimentos metodológicos. Mas também é importante que amplie, que aprenda a dominar as formas de comunicação Interpessoal/grupal e as de comunicação audiovisual/telemática. Não se trata de dar receitas, porque as situações são muito diversificadas.
As últimas décadas do século XX, com a chegada da sociedade do conhecimento e/ou taylorismo camuflado , a exigência da superação da reprodução para a produção do conhecimento instiga a buscar novas fontes de investigação. A sociedade do conhecimento com a globalização impõe conexões, parcerias, trabalho em conjunto e inter-relações, com o intuito de ultrapassar a fragmentação e a divisão em todas as áreas do conhecimento. Nesse processo as ferramentas da Web 2.0 são imprescindíveis necessitando tornarem-se instrumentos a serviço do bem estar da humanidade.
Conforme, Magdalena e Costa (s/d, n/p)
É quase um consenso, também, que a escola atual precisa mudar, pois os avanços científicos e tecnológicos geram novas exigências, demandam competências e habilidades originais, bem como novos meios para entender a complexidade crescente da realidade. Nesse sentido, a escola não soube e ainda não sabe como proceder para desenvolver o aluno, que viverá no futuro.
Partindo desse princípio, como os educadores devem lidar com a tecnologia e a velocidade das mudanças? Educar nesse contexto é instigar o desejo de aprender, de ampliar as formas de perceber, de sentir, de compreender, de comunicar-se. É estar atento a tudo, relacionando tudo, integrando tudo. Conectar sempre o ensino com a pessoa do aluno, com a vida do aluno, com sua experiência. É ajudar a construir caminhos para que nos tornemos mais livres, para poder fazer as melhores escolhas em cada momento. A tecnologia potencializa e nos ajuda a realizar o que desejamos e a educação que queremos implantar. Evidentemente, educadores com uma visão de gestão democrática utilizará a tecnologia para incentivar a participação, a troca de informações, as decisões compartilhadas, de forma sensata, equilibrada, inovadora.
Quais os caminhos a seguir no uso das ferramentas da Web 2.0 na escola? Como integrar o correio eletrônico, a lista de discussão e os blogs para melhorar o processo de ensino aprendizagem? Como descobri novas maneiras de ensinar e aprender com essas ferramentas?
3 Considerações Finais
A integração das Tecnologias da Informação e Comunicação deve ser entendida de forma crítica, criativa e cidadã sempre com o compromisso com a valorização dos profissionais da educação e com a melhoria da qualidade da escola pública desse país.
Vivemos numa sociedade em constante mudança, que tem se organizado e reorganizado de acordo com a sociedade em rede e com a globalização da economia e da virtualidade, produzindo novas e mais sofisticadas formas de exclusão. Apenas adentrando criticamente nessa sociedade e buscando compreender seus instrumentos e dinâmicas de mobilização e expansão é que podemos nos apropriar e utilizar seus recursos e meios de interação para a emancipação humana.
Faz-se importante entender como se dá o uso dessas mídias no chão da escola e como tem sido feito esse trabalho nas diversas disciplinas, no projeto político pedagógico e na proposta curricular da escola, de forma a articular as diferentes áreas do conhecimento para problematizar e investigar a realidade local.
Essa maneira de proceder não está permeada pelas práticas educativas na escola em relação à integração das ferramentas da Web 2.0 no desenvolvimento de projetos. Conhecer as especificidades e as implicações do uso pedagógico dessas ferramentas disponível no contexto da escola oportuniza ao professor criar situações para que o aluno possa integrá-las, de forma significativa e adequada ao desenvolvimento do seu projeto.
Para isso faz-se importante planejar as ações, trabalhar em equipe, bom senso, olhar crítico, troca de experiências e muita maturidade daqueles que estão na escola. Dessa forma, novos desafios apresentam-se para a escola e para as práticas pedagógicas em relação ao conhecimento, isto é, uma prática competente que acompanhe os desafios da sociedade moderna. Mas, que desafios são esses?
Os grandes desafios da escola é como orientar o aluno, a saber, o que fazer com essa informação, de forma a internalizá-la na forma de conhecimento e, principalmente, como fazer para que ele saiba aplicar este conhecimento de forma independente e responsável. Compreender as diferentes formas de representação e comunicação propiciadas pelas tecnologias disponíveis na escola, bem como criar dinâmicas que permitam estabelecer o diálogo entre as formas de linguagem das TICs são desafios para a escola e educação atual.
Esses desafios colocam-nos frente às seguintes questões, no contexto atual, as TICs são importantes? Elas dão de conta de todas as questões que envolvem a escola e o processo ensino aprendizagem?
Embora as TICs sejam importantes, elas não são suficientes para dar de conta das questões que envolvem a escola e o ensino, certamente os maiores desafios são ensinar e aprender e caminhar para um ensino de qualidade que integre todas as dimensões do ser humano. Necessitamos de pessoas que façam essa integração do sensorial, intelectual, emocional, ético e tecnológico em si mesmas, que transitem de forma fácil entre o pessoal e o social, que expressem nas suas palavras e ações que estão sempre evoluindo, mudando, avançando.
Assim há a necessidade de mudanças, ou seja, a escola necessita voltar seu olhar para dentro de seus muros e repensar, reorganizar e reposicionar sua própria estrutura e seu currículo. Propostas inovadoras com a incorporação das tecnologias da informação e comunicação na educação, que se dinamizam quando os docentes apreendem e entendem o seu significado, seu alcance, suas potencialidades e limitações. Evidentemente, isso ocorre por meio de processos de formação continuada no contexto que implicam e mesclam-se com a reflexão sobre os paradigmas e temas emergentes da educação.
Neste cenário, discutir sobre novos currículos e práticas educacionais torna-se imprescindível, a escola, pois de nada adiantaria trocar a roupagem de velhas práticas. Assim, a inclusão das ferramentas da Web 2.0 é compreendida em conjunto com novas oportunidades para se repensar e redesenhar os currículos e traduzir novas práticas à luz da discussão de novas aprendizagens.
As ferramentas da Web 2.0o podem ser usadas de diferentes maneiras, podendo trazer soluções mais eficientes em projetos que abrange a participação ativa dos alunos, como em atividades de resolução de problemas, na produção conjunta de textos e no desenvolvimento de projetos. O primordial nessas tarefas é oportunizar aos alunos a utilização dos recursos da Web 2.0 para: chegar até as informações que são úteis nos seus projetos de estudo, desenvolver a criatividade, a co-autoria e senso crítico. A utilização dessas ferramentas na escola é importante na formação de pessoas com melhor qualificação para conviver e atuar na sociedade, conscientes de seus compromissos com as transformações de seu contexto, a valorização humana e a expressão da criatividade, isto é pessoas plenas, ricas, empreendedoras e que lutem por uma sociedade mais digna, humana, ética e, portanto, menos excludente.
Referências:
ALMEIDA, Maria Elizabeth Biancocini de. Prática e formação de professores na integração de mídias. prática pedagógica e formação de professores com projetos: articulação entre conhecimentos, tecnologias e mídias. In: ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; MORAN, José Manoel. Integração das tecnologias na educação. Salto para o futuro. Brasília: Ministério da Educação, SEED, 2005, p. 39-45.
COSTA, Iris Elisabeth Tempel; MAGDALENA, Beatriz Corso. Web 2.0. Disponível em:
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Web 2.0, Artigo e o Projeto UCA
Iniciando as leituras para construção do Artigo do Módulo Web 2.0 do Projeto UCA/UFRN.
De toda forma, segue um vídeo que retrata de forma significativa a Web 2.0:
De toda forma, segue um vídeo que retrata de forma significativa a Web 2.0:
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Avaliação do curso Mídias
Nos dias 20 e 21 de dezembro de 2010 nós Tutores do Curso Mídias estivemos presentes no auditório da SEDIS/UFRN com a Coordenadora Célia Araújo para avaliação do Curso Mídias.
Formação do UCA na Escola Jardim do Seridó
No dia 25 de novembro estivemos presentes na Escola Estadual Antônio de Azevedo para a apresentação e abertura do UCA no dia 14 de dezembro de 2010 para a Formação do Módulo de Apropriação Tecnológica do Projeto UCA-UFRN-SEDIS. Sônia, Célia e Maisa.
Encontro Presencial Escola de Gestores - Moodle
Nos dias 22 e 23 de novembro de 2010 aconteceu o encontro presencial da Turma 07 do Curso de Gestores da UFRN para conhecimento dos alunos da Plataforma Moodle.
Aula Inaugural do Curso de Gestores
No dia 12 de novembro de 2011, aconteceu a aula inaugural do Curso de Gestores da UFRN do qual sou Tutora.
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